Trigésimo nono dia – Sobre tentar ser gentil

Ontem li uma notícia sobre um grupo de whatsapp da juventude conservadora na UEA de Saúde. Na notícia, alguém aparentemente achou engraçado dizer que o grupo deveria marcar um dia para sair batendo em LGBTQ e comunistas.

Os prints vazaram como o nome de alguns integrantes. A UEA já emitiu nota sobre o fato e que vai apurar a situação.

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Trigésimo sétimo dia – Quem pode definir o que realmente importa pra você?

Queria falar sobre interpretação. Ou contar uma história.

Por motivos que não cabem aqui, já fui ouvinte no curso de Ciências Contábeis da UFAM. Certa vez, uma professora chegou para a turma, ao término da aula, e disse que deixaria uma apostila na Reprografia e que seria interessante para os alunos o material. O que foi que boa parte do pessoal fez? Ignorou. Continue Lendo “Trigésimo sétimo dia – Quem pode definir o que realmente importa pra você?”

Trigésimo sexto dia – Conforto no trabalho

Ontem estava conversando com uma colega sobre a quantidade de horas que as pessoas passam, ao longa da semana, no ambiente laboral. Somando isso ao tempo gasto com deslocamento, provavelmente é o local onde você gasta/passa uma grande e significativa parcela da sua vida, tomadas as devidas proporções. Acho que não cabe tanto a comparação com escola e faculdade, mas serve caso seja sua única referência.

Mas o que me motivou mesmo a escrever este texto foi outra conversa, agora pela parte da manhã. Continue Lendo “Trigésimo sexto dia – Conforto no trabalho”

Trigésimo quinto dia – Sobre medo de lesões

Eu já pratiquei alguns esportes na vida, mas ao longo dos anos acabei ficando meio preguiçoso e descuidado.

As últimas atividades físicas que realmente me comprometi foram Yoga e Kenjutsu. Antes desses dois, fazia exercícios em casa, tem um canal do YouTube, algo como Geek Your Workout, recomendo. E ainda recordo de fazer caminhadas regulares e até tentava algumas corridas curtas. Continue Lendo “Trigésimo quinto dia – Sobre medo de lesões”

Trigésimo quarto dia – Sobre doenças mentais nos filmes da Marvel

Eventualmente acabo entrando em debates sobre como a Marvel/Disney consegue captar detalhes, muitas vezes incômodos, em suas adaptações de quadrinhos para o cinema, de transtornos psicológicos.

Vou citar algumas coisas que me aparecem na cabeça agora: Continue Lendo “Trigésimo quarto dia – Sobre doenças mentais nos filmes da Marvel”

Trigésimo terceiro dia – Sobre arte e sentimentos

A minha terapeuta (beijo, Paula) costumava dizer que eu deveria escrever todos os dias. Que esse hábito eventualmente me faria terminar a monografia. No final das contas, foram diversos fatores, cobertos pelo medo de ser jubilado, que me levaram ao fim da faculdade.

Mas eu tentei dar ouvidos ao insistente conselho, por isso criei o Dez Minutos Por Dia. Acabou virando uma baita terapia e tem me ajudado a colocar algumas coisas pra fora. Continue Lendo “Trigésimo terceiro dia – Sobre arte e sentimentos”

Trigésimo segundo dia – Queria ser cientista da Nasa

Acho que boa parte das pessoas, quando criança ou adolescente, acabam ouvindo a seguinte pergunta: o que você quer ser quando crescer?

Tirando o absurdo que é questionar alguém que não faz ideia do que sejam impostos, salário, custo de vida, sobre aquilo que ela quer fazer para o resto da sua existência, essa pergunta é bem comum.

Pois bem, eu queria ser Cientista da Nasa. Eu não fazia a menor ideia do que isso realmente significava em sua profundidade. Sobre precisar entender de física, matemática, química, biologia, etc, tudo para ter uma profissão que parecia ser legal…

Sou Técnico em Instalações Elétricas industriais. Sério. Cheguei a cursar uns 3 períodos de Engenharia na Universidade do Estado do Amazonas.

Atualmente sou Bacharel em Direito e Servidor Público. O detalhe é que eu fiz o concurso em 2005 e fui chamado em meados de 2007, alguns meses antes mesmo de começar a faculdade de Direito.

Sou do interior do Amazonas, uma cidade chamada Manacapuru. E eu queria ser Cientista da Nasa. Ou Médico. Sim, já prestei vestibular para Medicina.

Ah, queria ter como segunda graduação Ciência Contábeis/Contabilidade. Ou psicologia. Mas já pensei em Filosofia também.

Ok, já joguei um monte de informações e tá na hora de explicar alguma coisa.

Boa parte dos seus planos, torço para que não seja a maior parte, não vão dar certo. Ou vão acontecer de forma que não era esperada. Ou vão resultar em coisas completamente diferentes.

Eu passei em Engenharia ao mesmo tempo que havia uma chance de virar Sargento da Aeronáutica (longa história). Mas acabei optando pelo Curso Superior e 2006, época aproximada quando isso aí em cima aconteceu, foi o pior ano da minha vida. Pra compensar, em 2007 eu entrei em Direito, passei/fui chamado num concurso, comprei um carro e cometi um dos maiores erros da minha vida.

As coisas na vida vão acontecendo e não há nada que você realmente possa fazer além de: 1. Fazer planos; 2. Seguir em frente.

Mesmo que seus planos não se realizem, eles costumam ser um combustível para novas ideias e para te manter em movimento.

Não ficar parado é sempre/normalmente uma boa escolha. Claro que existem várias formas de não ficar parado. Como escrever textos diários sobre a vida, no lugar de apenas deixar os pensamentos conflitantes dentro de você…

Então, encerrando por hoje, ficam os questionamentos: o que você queria ser? O que você se tornou? E, se você pudesse mudar algo, o que seria?

Trigésimo primeiro dia – Até o espírito da escada morreu

Para quem não conhece, a expressão “O Espírito da Escada” é resumidamente a sensação de descobrir um argumento, ou resposta perfeita para alguma discussão, após já ter passado a oportunidade.

Eu a conheci com Sandman e o contexto usado foi perfeito; um dos personagens acaba discutindo com o outro num apartamento e vai embora descendo as escadas e durante os quadrinhos ele pensa numa solução melhor para o conflito que estava se passando.

Acho que, em parte, a culpa é do fato de já ter passado MUITO tempo discutindo na internet… isso meio que matou boa parte da minha vontade de falar. Eu já realmente escrevi bons textos ou respostas e percebi que não iria fazer a menor diferença postar aquilo. Inclusive mais de uma vez já apaguei textos daqui.

Recentemente acabei ouvindo uma discussão sobre corrupção e cogitei me intrometer apenas para citar a legislação sobre o tema, dizer que existe diferença entre falta administrativa e crime (a conversa girava em torno do argumento de que um servidor público que falta ao trabalho está cometendo corrupção também), mas eventualmente percebi que isso não iria realmente agregar nada para aquelas pessoas.

E isso é porque atualmente acredito que boa parte das pessoas acabam cheias de certezas por alguma razão que não consigo compreender. Meio complicado de entender, eu sei.

Talvez seja a religião, talvez sejam todas as informações que nos bombardeiam diariamente, pode até mesmo ser por causa da nossa criação (só lembrando que você não é metade da pessoa especial que a sua mãe te diz).

O que realmente me faz diminuir a quantidade de coisas que eu digo é o fato de saber que não faz diferença para boa parte das pessoas que estão aqui para ouvir. Isso também acaba por me tornar mais seletivo nas minhas conversas.

A vantagem é que até as pessoas com quem acabo me relacionando são aquelas que quero ouvir. Caso isso possa ser considerado alguma vantagem.

Trigésimo dia – Dois fungos entram num bar…

Ontem comecei a última temporada de Orphan Black, sem saber que ainda está sendo exibida e agora preciso acompanhar os episódios toda semana… vai ser um exercício de paciência e dedicação. Talvez um aquecimento para a terceira temporada de Mr. Robot.

Eu particularmente prefiro fazer maratona de séries. Sentar pra assistir e não parar até não ter mais com o que me preocupar. Até o ano seguinte.

O título de hoje tem relação com um diálogo de dois cientistas sobre fungos num queijo “discutindo religião”. Eles debatem sobre qual seria a origem do queijo, se este teria vindo da bandeja onde se encontravam, ou se havia vindo do céu, mas nenhum deles chega a imaginar uma vaca.

Particularmente achei um ótimo diálogo e só me fez pensar no quanto as coisas precisam estar alinhadas para darem certo. Ou terem um resultado mínimo satisfatório.

Eu só gostaria de escrever hoje sobre o quão desmotivado fico ao ser incumbido de uma tarefa que não faz sentido, ou não existe razão para ela ser feita daquele jeito.

Tenho que emitir um relatório para um planejamento ficcional, com datas de um cronograma que nunca é seguido, além de já ter sido modificado informalmente, citando valores que provavelmente serão alterados, com informações que tive de estimar/chutar. Estou há alguns dias nisso e minha vontade de continuar só vai diminuindo…

Eventualmente vou terminar essa tarefa, porque ser adulto é fazer aquilo que te mandam fazer, mesmo que não entenda, porque precisamos do salário pra pagar Netflix.

PS: Como disse no começo, costumo fazer maratona e acho uma merda que fica postando spoiler de série.