Pensamentos sobre o tempo

O controle do tempo e a falta deste são assuntos comuns por aqui. Uma parte de mim sente a pura, primordial e vital necessidade de manter minimamente registrado o caminhar das coisas. Ou pelo menos ter uma noção constante do tempo que levo, ou devo levar, para fazê-las.

Exemplificando: quando estou com pressa pelas manhãs, costumo me arrumar ouvindo uma playlist que conheço o tempo médio das músicas, daí consigo acompanhar o passo aproximado e ajustar minhas ações. Além de dar uma motivada interessante em certo momentos.

Mas isso pode ser considerado uma forma de aprisionamento moderno. Ser escravo das 24 unidades, ou das 60 subdivisões e seus 60 fragmentos, que compõem um dia terreno como convencionado.

Atualmente, em determinado projeto que faço parte, tenho de 6 a 12 minutos para entender e resolver, dentro do possível, certos problemas. Isso é bem assustador, levando em consideração que o objetivo é basicamente virar uma interface avançada, uma simples etapa de um processo. A desumanização é necessária e, em certo nível, até encorajada.

O problema é um certo pensamento que me assombra mesmo já caminhando para a primeira década desde que o ouvi pela primeira vez: ao tornar o seu trabalho mecânico e repetitivo, não há nada que impeça uma máquina de substituí-lo. Ou algo próximo disso. Fica aqui registrado meu obrigado ao meu amigo, Marcelo Henrique, por ter criado esse sentimento de importância ao que faço. E medo do que posso vir a me tornar.

Enfim, ajustar-se ao tempo é sempre positivo, mas tê-lo como uma obrigação pode ser a linha que se cruza quando nos esquecemos do motivo principal para certas coisas. Dentre vários fatores que me motivam a seguir caminhando, fazer algo corretamente, ou da forma mais justa possível, é peça chave. Obviamente reconheço que o conceito de justiça vai ser subjetivo na maior parte dos casos, mas não é isso que estou me propondo a tratar hoje.

Só queria mesmo falar sobre como estou me ajustando a produzir mais, em menos tempo e tentando não me perder no caminho. Ou as coisas que valorizo. Segue o baile.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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