E se fulano(a) ganhar R$ 1 milhão?

Recentemente tive uma interessante conversa sobre saúde mental, o que não é exatamente uma novidade, mas essa em particular quero dividir.

O tema era algo sobre algumas angústias que podem nos prender a diversos outros sentimentos ruins. A falta de capacidade de deixar pra lá ou esquecer pode, dentre outras coisas, levar ao rancor.

Na minha opinião, uma boa memória pode contribuir significativamente para os sofrimentos que não se consegue simplesmente ignorar.

Basicamente era isso.

Bom, em determinado momento fui questionado se a felicidade alheia me incomodava. Daí a conversa teve uma leve desviada para definir o que é felicidade… o que não levou a lugar algum.

Surgiu, logo após, o seguinte exercício mental: se fulano(a) (qualquer pessoa com quem já tive/tenho alguma forma de desafeto) ganhar R$ 1 milhão, isso incomoda?

Confesso que foi uma conversa ainda mais divertida desse ponto pra frente. Primeiro por poder revisitar diversas lembranças de pessoas que algum dia desejei que tivessem um furúnculo no cu… e como agora não tenho nem vontade de desejar algo. Segundo porque consegui adicionar alguns nomes à lista de desafetos conhecidos pela Mila (sim, a conversa foi com ela).

Realmente, são poucas (na verdade só consegui nomear 1, mas deve ter alguém aí perdido em memórias desagradáveis que meu cérebro preferiu ignorar) as pessoas que possivelmente me incomodariam ao receber uma soma relativamente vultosa de dinheiro.

E, mesmo assim, a única razão pela qual alguém me incomodou é basicamente porque realmente não gosto dessa pessoa e acredito que esse dinheiro seria empregado em atividades que desaprovo… e tô falando com uma autoridade para aprovar e desaprovar que não me pertence, devo acrescentar.

Acho que cheguei naquele ponto da vida que além de querer apenas seguir o baile, quero mais é que cada um siga o seu e não atrapalhe o meu. Quem diria, só precisei de 30 anos…

Mas vamos ver se isso se mantém, porque a vida é mutável, né?

Enfim, façam esse exercício, caso sintam vontade. Descubram se a “felicidade” alheia é um possível incômodo.

Até pediria para vocês comentarem aqui no blog, ou no facebook, mas acho que essa pode ser uma realização bem pessoal de cada um.

Bom, fiquem à vontade.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s