Um pouco sobre racismo

Semana passada, depois de um ano da eleição norte americana, surgiu um vídeo de um jornalista brasileiro que estava na cobertura fazendo certos comentários racistas.

Não vou dar ênfase ao comentário ou ao jornalista para não parecer que tô batendo palma pra maluco dançar. Meu texto é especificamente para discorrer sobre a reação de algumas pessoas ao fato.

É bem simples, racismo é uma atitude extremamente condenável. Sério. Eu nem deveria precisar escrever isso aqui.

Mas aparentemente ainda temos pessoas que acham que esse acontecimento é apenas uma “perseguição da esquerda” ou “mais uma bravata da ditadura do politicamente correto”…

Das poucas pessoas que ainda tenho algum convívio que eu sei que compartilham dessas ideias, boa parte é apenas por questões profissionais. Mas sempre tem aquele amigo de escola que acha normal certas atitudes “porque a avó dele o chamava de pretinho e não tem nada de errado nisso”.

Novamente, eu nem deveria precisar explicar que o racismo não tá no jeito que a sua avó te chama propriamente dito, tá em atitudes que são passadas pelas pessoas todos os dias.

Sempre vou citar o exemplo do “cabelo ruim”.

Isso não existe.

Existem apenas tipos diferentes de cabelos e formas diferentes de tratá-los. Meus cabelos cacheados não são melhores ou piores do que o seu cabelo liso. Isso é um fato. Mas ao fazer algum comentário carregado de demérito sobre esse fato, por exemplo: “corta essa moita” ou “parece uma samambaia”, você está sim corroborando para o racismo estrutural que existe no país.

Eu tenho diversos pensamentos automáticos racistas e é uma luta diária vencê-los. Tenho inclusive que deixar claro que meu texto é uma espécie de mea culpa e um pedido de desculpas para todos que já se sentiram ofendidos por algum comentário ou piada minha.

Mas é evidente que dedos foram levantados para falar do jornalista fazendo merda e poucas pessoas querem admitir a sua própria parcela de culpa.

Estamos bem ferrados e em grande estilo. Porque é fácil achar um culpado para o racismo, mas tá sendo difícil acabar com ele de vez…

E não é pra parar de falar em racismo, é pra falar tudo que é racismo e parar de fazer.

Esse baile tá errado.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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