Fazendo perguntas

No CEFET, um amigo costumava dizer em diversas discussões: “Isso é uma questão de hermenêutica” e eu achava aquilo engraçado demais. Anos depois conheci a frase do Sakamoto, ou a ele atribuo: “Falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto”.

Associando estes pensamentos, juntando com o fato de termos em nossos bolsos um dispositivo capaz de acessar todo o conhecimento produzido pela humanidade até agora, isso me fez perceber que realmente estamos cercados por muita informação, bem mais do que realmente precisamos, mas ainda assim nós não conseguimos absorver de forma “correta” o mínimo. Entenda mínimo como aquilo necessário para termos uma vida plena ou equilibrada.

Mas como eu cheguei até aqui tão rápido? Ok, vamos por partes. Você, pessoa que está lendo, sabe usar o Google? As funções como restringir a pesquisa por data, dentro de um site, termo específico, buscar definição/significado de um termo, a calculadora, etc?

Continuando, sabe qual é a função da hashtag? Sabe que ela é uma derivação das “palavras chaves” que são usadas em artigos científicos para facilitar a sua busca? Sabe que quando você coloca uma hashtag em algum texto na internet provavelmente tá fornecendo informações pessoais para empresas que trabalham minerando dados?

Pois é, existem muitas perguntas que podem ser feitas sobre a vida, o universo e tudo mais, cujas respostas nos fariam pessoas melhores. Ou não. Vai ver a ignorância é mesmo uma benção e questionar é pecado.

Ah, isso é inclusive outra coisa que devemos levar em consideração. Muitas pessoas procuram respostas para perguntas fundamentais e acabam encontrando na religião. A religião serve, para muita gente, como a verdade. Um guia para a vida. Uma certeza para o pós vida. E eu particularmente não vou dizer que a religião não é isso, desde que você não ache que a sua verdade é a verdade de todos. Tá te fazendo feliz e/ou uma pessoa boa, ótimo. Segue o baile.

Como costumo dizer, não posso afirmar qual é o melhor caminho para todo mundo, mas acredito que permanecer com dúvidas e incertezas é bem mais divertido. Permite que você continue descobrindo coisas. Normalmente.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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