Freios sociais

Eu não me lembro bem quem me disse isso (desculpa, pessoa), mas tem uma citação bem interessante em algum livro que é mais ou menos assim: eu não vejo graça em fazer coisas que você não pode contar na mesa do jantar.

Agradeço se alguém puder me informar a origem dessa frase.

Bom, queria falar sobre algo que acredito ser regra para todo mundo, nós temos freios sociais. Nós não falamos, em regra, aquilo que realmente pensamos, de forma crua, pura e direta. Ou falamos apenas aquilo que nos interessa.

Por exemplo, recentemente descobri que minha mãe lê meus textos (oi, mãe, tudo bem?).

Daí eu passei a me perguntar se já escrevi algo realmente constrangedor ou alguma besteira indevida. Acredito que não. Mas…

Enfim, aproveitando o gancho, acredito que nunca tenha contado de forma tão pública, apesar de ser uma história que “me orgulho” e repito aqui ou ali: certa vez, numa festa, me desafiaram a pular na piscina e escalar a fonte de água que era uma cachoeira. Simplesmente porque sim.

E eu o fiz.

Não, não houve uso de drogas ilícitas para fazer isso. Algumas cervejas e a irresponsabilidade de um jovem adulto numa festa, num sítio fora da cidade, e muitas coisas podem acontecer.

E, já que cheguei nesse assunto tabu: não, eu nunca usei drogas e não tenho a menor curiosidade (é sério, mãe).

Acho que me sinto confortável o suficiente para tratar desses assuntos porque tenho aprendido a lidar melhor com as coisas que filtro. Por causa da ansiedade, distimia, TDAH, certos problemas para regular meu sono, acabei desenvolvendo um relacionamento bem aberto com assuntos relacionados à Saúde Mental.

E grande parte dessa jornada se torna um pouco menos desgastante, dentre outras coisas, pela presença de pessoas que possuem alguma similaridade nesse contexto ou simplesmente querem estar lá.

Quero aproveitar e pedir desculpas também para as pessoas que eu deveria ter me feito presente mais vezes, mas que, por razões diversas, acabaram não estando mais presentes.

Torço para que esteja tudo certo.

Enfim, muito provavelmente meus filtros ou freios sociais me tornam um pouco melhor como ser humano. E não os tenho mais como máscaras ou um peso. Acho que simplesmente faz parte de ser adulto você aceitar que não vai gostar de todo mundo e de tudo. Bem como nem todo mundo vai gostar de você. Daí é só você saber lidar com isso que fica mais ou menos bom para todo mundo.

Ou não.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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