Vigésimo sexto dia – Dormência

Ok, estou tentando voltar. Depois de quase duas semanas sem conseguir escrever nada não acadêmico.

Não quero ou não consigo dar explicações sobre o motivo.

Não é algo simples.

Ok, sabe quando você está acordando depois de uma noite de sono daquelas que derruba mesmo seus sentidos? Quando você precisa se esforçar para lembrar qual dia da semana?

Sabe a sensação de beber até as extremidades do seu corpo começarem a “sumir” dos seus sentidos? Conheço pessoas que deixam de sentir seus narizes…

Você alguma vez pulou em águas geladas, seja em Presidente Figueiredo, em rios ou lagos na Europa ou só numa manhã muito fria dos últimos tempos pelo resto do Brasil?

Para todas essas situações há alguma solução ou forma de fazer passar a dormência.

Você eventualmente fica sóbrio, pode se aquecer, simplesmente desperta, etc.

Mas e quando é o inverso? Quando você quer deixar de sentir? Quando você quer ficar no automático? Deixar de lembrar? E não pode…

Um dos eventos mais potencialmente destrutivos que eu conheço é o choque térmico. O encontro, sem equilíbrio ou preparação, de algo cuja temperatura/agitação de moléculas é gigante com outro algo onde a temperatura/agitação de moléculas é mínima.

E é assim que tô me sentindo.

A vontade de gritar é igual e inversamente proporcional aos momentos em que fico encarando o vazio… quase esperando que ele encare de volta.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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