Para depois da pandemia (parte 1)

Pois é, no começo do ano tava conversando bobagens com a Tati (acho que já mencionei ela por aqui), sobre essas coisas que já não nos pertencem mais, trocar de carro, viajar, rever amigos que moram fora da nossa cidade, aprender carpintaria (eu quase comprei uma serra elétrica), etc.

Mas, como dito acima, isso não nos pertence mais e agora passo parte do meu tempo pensando em coisas que quero fazer após a pandemia, torcendo para sobreviver. Sejamos realistas, as nossas chances não são das melhores lutando contra a doença e o animal de terno do presidente.

Enfim, vou criar vários textos com essas coisas que talvez eu faça ou compre.

Começando com um aparador para entrada de casa. Uma mesinha pra deixar as chaves e não ficar procurando pela casa depois (sim, acontece). E ainda seria um local para o Laguna (meu gato) poder ficar sentado olhando a janela.

Fechar a janela com uma tela ou grade. Assim eu posso deixar aberta sem me preocupar com o gato fugindo ou sei lá. E esse é um plano que eu tenho desde que mudei para o meu atual apartamento em outubro, mas de lá pra cá eu operei os olhos e precisei passar quase 3 semanas em Manaus, depois teve o recesso de fim de ano, daí viajei no carnaval e meio que foi ficando pra depois…

Comprar utensílios de cozinha. Esse daqui dói. Porque estou morando em Tefé há 1 ano e 3 meses, mas ainda não tenho uma cozinha realmente funcional. Então cozinhar é sempre no improviso. Inclusive preciso agradecer minha nutricionista, Tânia, por ter me emprestado uma frigideira, bem como Tati e Thirso, pelo liquidificador, mixer e uma panela. Ah, e o feijão congelado que vocês me deram também tava excelente.

Caso eu sobreviva, esses são os maiores responsáveis. Junto com o meu ódio pela sociedade que ignora a ciência, que tem sido minha força motriz.

Ah, obviamente fiz a lista só com coisas materiais, mas eu vou encerrar com a coisa que mais quero fazer: abraçar meus pais. Não os vejo desde fevereiro e é bem difícil estar tão longe. A única forma de sair daqui agora seriam 2 dias de barco e depois vou ter que ficar 14 dias enfiado num hotel até ter certeza que não tenho covid-19. Ou seja, ver meus pais seria colocá-los em risco e não vai rolar.

Autor: Elisnei

Servidor Público. Escritor amador. Curioso e fã de tecnologia.

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